Curiosidades
- A negativa ao rei Pelé
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Reza a lenda que um dirigente do Brasil teria recusado a vinda de Pelé para o rubro-negro. Mas não foi isso o que aconteceu, na verdade foi o Santos/SP que não quis liberar o rei. A história que gerou toda essa confusão aconteceu em 1957, quando o time da Vila Belmiro excursionava pelo Interior do Rio Grande do Sul e disputou uma partida com o Xavante - que terminou empatada em 1 a 1.
Na época, o maior gênio do futebol mundial tinha apenas 16 anos, recém estava se firmando na equipe titular do Peixe, mas já chamava a atenção de muita gente. Inclusive de Clóvis Russomano, presidente do Brasil naquele ano, que ficou impressionado com o talento mostrado pelo jovem de canelas finas e corpo franzino, e na primeira oportunidade que teve tentou fazer com que ele ficasse na Baixada.
A sondagem aconteceu no saguão do Grande Hotel. O técnico Lula, do Santos/SP, pediu ao Presidente Russomano a liberação do atacante Joaquinzinho, grande destaque do time rubro-negro, e o dirigente gaúcho, na hora, respondeu que só negociaria o atleta caso o clube paulista pagasse CR$ 400 mil e também cedesse "aquele negrinho rápido" que havia entrado em campo no segundo tempo da partida. O treinador disse que não haveria negócio, pois aquele menino era um talento a ser lapidado, e o clube santista não tinha interesse em se desfazer da jovem promessa. Sem acerto, a conversa foi encerrada, e, não se sabe por que, começou o mito de que o Brasil recusou o rei Pelé.
- Primeiro jogo noturno
No dia de natal do longínquo ano de 1915, aconteceu o confronto União x GE Brasil. Até aí nada de mais, não fosse o fato inédito e marcante para a história do futebol nacional daquele ser o primeiro jogo noturno no país. Na ocasião o extinto Clube União, de Pelotas, estava inaugurando o pioneiro sistema de iluminação do seu estádio e convidou o time Xavante para fazer a primeira experiência de uma disputa sob luz artificial. O rubro-negro se sentiu honrado com o convite, mas não se fez de rogado e acabou aplicando uma goleada de 5 x 1 nos ‘unionistas’, que devem ter ficado com vontade de apagar as luzes no meio da partida.
- Cara, coroa ou festa?
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Em uma decisão do Campeonato Estadual de Futsal, realizada em Pelotas, no Ginásio do Cruzeiro, o jogo terminou empatado e o título seria decidido no cara ou coroa. No sorteio o Brasil foi representado pelo capitão Pedalão, que escolheu cara e resolveu a parada de uma maneira um tanto prático e muito inusitada.
Ele esperou o árbitro lançar a moeda para cima, e quando ela caiu no chão o jogador rubro-negro começou a correr e festejar o título com a torcida, que ficou enlouquecida com a festa do capitão e invadiu a quadra para comemorar o caneco conquistado. A confusão estava estabelecida e o juiz, não tendo nada para fazer, deu o título ao Xavante. O curioso é que ninguém sabe até o hoje se deu cara ou coroa, nem o protagonista da história. – Tú achas que eu sei o que deu? Perder pra eles aqui? Comecei a vibrar e o árbitro jamais iria voltar atrás – disse Pedalão depois de festa.
- A mordida no juiz
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Galego foi uma figura marcante na história do Brasil (saiba mais na sessão ‘Craques que marcaram’). Mas o técnico que era conhecido pela rigidez e disciplina no trabalho também aprontou das suas quando estava do outro lado das quatro linhas. Quem afirma é o colunista Paulo Corrêa, em uma publicação do Jornal Agora, de Rio Grande, em 14 de maio de 1996.
‘Galego, como todos sabem, é o maior treinador que este estado já produziu. Após iniciar como sofrível ponta (Chambão e Galego, imaginem), chegou a ser um dos melhores meias desta Zona, ao lado de Buchelli, no ataque com Mortoza, Plínio e Manoelzinho. Como muita gente, Galego não gosta até hoje que lhe metam o dedo no nariz. Se lhe espetarem o dedo na cara, vira bicho. Pois num BRA-PEL o juiz veio correndo de dedo em riste e Galego baixou a cabeça como se estivesse intimidado. Quando o juiz chegou perto, o nosso Paulo de Souza Lobo abandonou a atitude passiva, deu-lhe uma tremenda dentada no dedo e saiu do campo, a passo, porque sabia que estava expulso.’
- Vitória sobre os campeões mundiais
Em 1950 aconteceu o famoso Maracanaço. Foi quando a Seleção Brasileira perdeu para o Uruguai, na final da Copa do Mundo. O que poucas pessoas sabem é que quatro meses antes daquela decisão no Maracanã, um ‘outro Brasil’ enfrentou e venceu a mesma seleção Celeste. No dia 19 de março o GE Brasil foi à Montevidéu, de Carro Motor, e bateu os então futuros campões mundiais por 2 a 1 (gols de Mortosa e Darcy), em pleno estádio Centenário. O amistoso servia de preparação à seleção uruguaia, que convidou o clube rubro-negro para ser uma espécie de sparring da equipe que estava prestes a disputar o principal torneio de futebol do mundo. Mal sabiam eles a pedreira que teriam pela frente. Saiba mais sobre essa partida em Excursão pelas Américas
- PRIMEIRO GAÚCHO NA SELEÇÃO
A Seleção Brasileira de 1920 recebeu o primeiro jogador de um clube gaúcho, e ele era rubro-negro. O atacante Alvariza, que vestiu a camisa Xavante no primeiro Campeonato Brasileiro da história, disputado no início daquele ano, foi convocado para defender a Seleção Canarinho no Sul-americano do Chile, e fez bonito.
Logo na estreia, e ainda diante dos anfitriões, ele fez o gol da vitória verde a amarela. No mesmo Sul-americano, Alvariza também enfrentou os uruguaios e os argentinos, marcou mais gols, e acabou conquistando a artilharia da competição. Depois disso, ele seguiu como titular em todos os jogos da Seleção naquela temporada, e terminou o ano como goleador do selecionado tupiniquim. O que lhe rendeu o título de herói no retorno ao Xavante.
Alvariza também participou de um jogo histórico contra a Seleção Argentina, no qual ambos os times começaram a partida com apenas oito jogadores em campo. As ausências se deram em função de um protesto contra um jornal portenho, que publicou charges da Seleção Brasileira escalada com macacos. A brincadeira sem graça irritou alguns jogadores, a ponto deles se recusaram a entrar em campo, e a partida acabou sendo disputada com sem o número total de atletas.







