Leonardo Crizel - Assessoria de Imprensa G.E.Brasil
 
Que fase!
08/03/2010 - 01:16


O zagueiro Alex Martins virou centroavante a partir dos 35 minutos da etapa final
Foto: Carlos Insaurriaga

 

Mesmo jogando no Bento Freitas, Brasil perde para o São Paulo e continua em busca da primeira vitória na Segundona Gaúcha

O cenário estava todo armado: estreia em casa, time motivado, estádio cheio, com a torcida dando show nas arquibancadas... Porém, ainda não foi neste domingo que o Brasil conquistou a primeira vitoria no Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão. A equipe Xavante jogou bem e pressionou o tempo inteiro. Mas acabou não aproveitando as inúmeras oportunidades criadas, e perdeu o clássico regional para o São Paulo de Rio Grande, que fez um gol um tanto esquisito aos 23 minutos do primeiro tempo e definiu o placar no estádio Bento Freitas.

O rubro-negro volta a campo na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Farroupilha, a partir das 20h30. O clássico BRA-FAR, que é válido ainda pelo primeiro turno da primeira fase da competição estadual, será disputado novamente sob o domínio Xavante, e mais uma vez as torcedoras terão acesso liberado em função das comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta segunda-feira, oito de março.

O JOGO
Foi só árbitro soar o apitou inicial para que o Brasil começasse a mostrar que estava muito afim da vitória, e que do outro lado havia um São Paulo também disposto a dar as caras, indicando que queria jogo. Mesmo assim, o que chamou mesmo a atenção no início da partida não estava dentro das quatro linhas, e sim nas arquibancadas. Embalado pelo toque da charanga, o torcedor Xavante deu um verdadeiro show na Baixada, e empurrou o time para cima dos visitantes.

Embalado pela massa, o rubro-negro quase alterou o marcador aos 15 minutos. Cléber Gaúcho desarmou o adversário na linha do meio-campo e lançou na área. Ney Santos foi no terceiro andar e desviou de cabeça para Belmonte, que tocou com o bico da chuteira e por questão de milímetro errou o alvo.

Cinco minutos mais tarde, a equipe da casa deu outro susto no Leão do Parque. Márcio Zani ganhou uma dividida na lateral direita, invadiu a área e cruzou rasteiro. A bola passou pelo goleiro Henrique Nichel, mas Paulo Renato chegou meio segundo atrasado e não conseguiu empurrar para rede.

A sequência de investidas do Brasil dava nítida impressão de que seria questão de tempo para o gol sair. E ele saiu, mas para a equipe de Rio Grande. Aos 23 minutos o camisa seis, Alex, cobrou falta pela lateral direita e a bola cruzada na área acabou subindo demais, e encobriu todo mundo, inclusive o goleiro Rodrigo Silva, que ficou batido no lance e não conseguiu evitar o gol do São Paulo.

O time da Baixada respondeu rápido. Na velocidade, Jair passou por dois marcadores, chegou à linha de fundo e cruzou na segunda trave. Belmonte chegou conferindo, mas mandou por cima. Ainda na etapa inicial, no último minuto, o Xavante teve outra oportunidade com Márcio Egídio, que recebeu um cruzamento e cabeceou na trave. No rebote, Belmonte quase marcou de novo.

Nos primeiros movimentos do segundo tempo a torcida chegou a ensaiar o grito de gol quando Belmonte fez um lançamento perfeito para Jair, e o atacante rubro-negro driblou o goleiro. O problema foi que na continuação da jogada o artilheiro Xavante da última temporada perdeu muito o ângulo e acertou na rede, pelo lado de fora.

Depois daquele lance incrível e da eminente chance do empate, os comandados do técnico Tonho Gil passaram a pressionar incansavelmente. O torcedor também se empolgou e começou a gritar sem parar. Só dava Brasil.

Mas, com o relógio andando a situação foi ficando cada vez mais difícil, e o time rubro-negro, a cada lance desperdiçado, foi ficando cada vez mais nervoso. Determinação e garra não faltaram em nenhum momento aos jogadores. Porém, já não havia mais tranquilidade nos minutos finais. Até o zagueiro Alex Martins virou centroavante, e fez companhia para Jair, Douglas Pit Bull e Gleisson, no ataque.

Mas nem o ídolo Xavante, que antes de a bola rolar foi homenageado pelos 200 jogos com a camisa do Brasil, nem ninguém vestindo vermelho e preto conseguiu transformar a grande superioridade em gols. O rubro-negro perdeu o clássico regional, continua sem vencer na Segundona Gaúcha e na lanterna da Chave 1, com quatro pontos em sete partidas.

FICHA TÉCNICA


Camp. Gaúcho da Segunda Divisão | 7ª Rodada | Dom, 07/03/10 - 19h
GE BRASIL 0 X 1 SÃO PAULO
Estádio: Bento Freitas


GE BRASIL: Rodrigo Silva; Márcio Zani, Ney Santos, Alex Martins e Moreira (Cassimba); Márcio Zani, Russo, Márcio Egídio, Paulo Renato (Douglas Pit Bull) e Cléber Gaúcho; Jair e Belmonte (Gleisson). Téc.: Tonho Gil
SÃO PAULO: Henrique Nickel; Silva, Alberto e Léo; Henrique, Émerson Dantas, Wagner Rincón, Mazinho (Kesler) e Alex; Geison (Felipinho) e Alan (Sérgio Leite). Téc.: Leco

ARBITRAGEM: Anderson dos Santos Echevarria, auxiliado por Geovani Luis da Silva e Paulo Roberto Chaves Cardoso. Cartões amarelos: Márcio Zani e Douglas Pit Bull (GE Brasil). Émerson Dantas, Alex e Alan (São Paulo).


Leonardo Crizel - Assessoria de Imprensa G.E.Brasil