Eternizado

Por Jonathan Silva

A cada final de ano, as memórias sobre os últimos 365 dias afloram na cabeça de cada. Uns comemoram, outros agradecem. Existem aqueles que ficam tristes e ao mesmo tempo aqueles que não param de sorrir. E as lembranças rubro-negras desse 2015 são repletas de suspiros de felicidades. Do começo do ano até este derradeiro 31 de dezembro, muitas coisas aconteceram. Algumas tensas, preocupantes, outras – na sua maioria – alegres, empolgantes, histórias e épicas. Assim como manda a trajetória vermelha e preta no futebol, o Brasil marcou era em 2015.

O começo do ano reservou a reedição do duelo diante do Flamengo. 30 anos depois, os dois rubro-negros voltaram a se enfrentar no Bento Freitas. A partida, com gol Xavante nos minutos finais, reservou – como sempre fora na dura caminhada deste clube – um momento que mudaria o rumo do planejamento. A queda de parte da arquibancada não fez o clube lamentar ou simplesmente diminuir-se. Pelo oposto, o Brasil encheu o peito de ar, vestiu-se da sua tradicional garra e força e fez daquele momento, o pontapé inicial para um antigo sonho: virá um novo Caldeirão.

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No Gauchão, o Brasil conquistou o Bi-Campeonato Gaúcho do Interior, assim como havia conquistado há trinta anos, em 1983 e 84. Foto: Carlos Insaurriaga

Dentro de campo, o Gauchão nos fez reerguer a taça de Campeão do Interior. A façanha do primeiro semestre estava garantido. Mas teria o segundo e o reencontro desta vez foi com a Série C e o tão buscado sonho de subir para a segunda divisão nacional. Foi duro, difícil, cansativo, mas foi peleado, guerreado, heróico. De um primeiro turno avassalador a um segundo turno conturbado pela dificuldade que é jogar essa competição, chegamos ao mais duro confronto do ano. Duas partidas diante do Fortaleza. A primeira, no Bento Freitas, a velha máxima se recriou: aqui no Caldeirão ninguém ganha do Brasil. Vitória de 1 a 0. Gol de Cléverson. Mal sabíamos que aquele gol, ainda no primeiro tempo da partida, no levaria ao tão sonhado acesso. Antes do feito, enfrentamos mais noventa minutos de bola rolando. Se não bastasse a qualidade do adversário, encaramos foguetes nas madrugadas anteriores, um calor escaldante e mais de 60 mil pessoas no Castelão. Nada foi páreo para o Xavante e a tão sonhada Série B chegou.

Se 2015 se despede nos deixando felizes, 2016 chega no enchendo de esperanças. Tem Gauchão, tem Copa do Brasil e tem Série B. Tem, também, aquele que é o maior desafio rubro-negro: reerguer o nosso grandioso Bento Freitas. Tudo isso, torcedor Xavante, só é possível por que você é incansável. Se a participação da Maior e Mais Fiel foi decisiva em 2015, no ano que se aproxima ela será fundamental. A quem é sócio, mantenha suas mensalidades em dia. Quem ainda não é, não perca tempo. Corra, associe-se, entre para o quadro social mais apaixonado do Brasil e nos ajude a enfrentar todos os desafios que surgem. Quando o Caldeirão vibra, não há adversário que resista. Avante, 2016! Nós este ano, mais uma vez, vamos vencer!