História

O COMEÇO

O Grêmio Sportivo Brasil passou a existir em 7 de setembro de 1911, mas a história dele é mais antiga que a fundação. Tudo começou no início do século XX, no Sport Club Cruzeiro do Sul, que era dirigido por funcionários da extinta Cervejaria Haertel, em Pelotas. Apesar do âmbito social, nem todos os mantenedores da agremiação conviviam em harmonia, e de uma discussão nasceu o rubro-negro.

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A equipe do Brasil de 1915 foi uma das primeiras a ganhar destaque, conquistando o vice-campeonato Citadino.

O episódio aconteceu na sede do Cruzeiro do Sul, que ficava ao lado da fábrica. Certo dia, enquanto alguns colaboradores colocavam uma cerca ao redor do campo, os atletas apareceram para treinar. Automaticamente o time foi convocado a cooperar com a obra e adiar o treinamento. Mas o pedido imposto não agradou aos jogadores, que, frustrados, foram embora.

Dois daqueles rapazes, que pertenciam ao elenco do Cruzeiro do Sul e foram praticamente obrigados a abandonar o treino, saíram caminhando juntos até parar em um terreno no centro de Pelotas para discutir a idéia de criar uma nova equipe de futebol. Os dois inconformados eram Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito, e, por ironia do destino ou não, o terreno onde eles pararam para conversar ficava bem próximo do local que hoje todo mundo conhece por Baixada, o estádio Bento Freitas.

Imediatamente após aquele diálogo, Breno e Salustiano resolveram marcar uma reunião para a fundação de um novo clube. O tal encontro aconteceu na casa do pai de Salustiano, no prédio número 56 da Rua Santa Cruz (centro de Pelotas). Passadas algumas assembléias, foi formada a primeira diretoria com Dario Feijó, presidente; Silvio Corrêa da Silva, vice; Walter Pereira, 1º secretário; Raymundo do Rego, tesoureiro; Breno Corrêa, adjunto; e os diretores Manoel Joaquim Machado, Ulysses Carneiro, Manoel de Souza, Nicolau Nunes, Paulo Castro e Mário Reis. E no dia 7 de setembro de 1911, dia da independência do país, estava fundado o Grêmio Sportivo Brasil. Com ‘S’ mesmo, como se grafava na época.


 PRIMEIROS PASSOS… PRIMEIROS TÍTULOS

O primeiro jogo oficial do então Grêmio Sportivo Brasil foi um amistoso contra o Sete de Setembro (Pelotas), e terminou empatado em 2 a 2, com dois gols de Diogo Rodrigues. A partida foi jogada em ‘campo aberto’, sem muros, no bairro Fragata, ainda no ano de fundação do clube da Baixada, que naquele tempo, aliás, ainda nem sonhava em ter um estádio. Em 1912 veio a primeira vitória: 2 a 0 em cima do Tiradentes (Pelotas), também em partida amistosa.

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Com o tri-campeonato Citadino (1917/18/19), o Brasil ganhou uma ânfora de porcelana da Prefeitura Municipal.

Já no ano seguinte o rubro-negro passou a disputar partidas oficiais, ingressando pela primeira vez no Campeonato Citadino de Pelotas. Sem experiência no certame, o time acabou ficando em último lugar na competição. Porém, a Liga Pelotense de Futebol (LPF) reconheceu o esforço dos atletas e agraciou o Brasil com o ‘Troféu Estímulo’, concedido pela dedicação e pela raça com que a equipe entrava em campo.

Mal sabiam os dirigentes da LPF o quão estimulados ficariam os jogadores com aquele prêmio. Tanto que na edição seguinte do torneio eles já colocaram o clube na terceira colocação geral. Depois vieram dois vice-campeonatos, e logo em 1917 a conquista do primeiro título de campeão da cidade, e de forma invicta. Era a maior façanha que o Brasil poderia almejar naquele momento, até porque ainda não existiam competições maiores ou mais abrangentes.

Só em 1919, quando o rubro-negro já era tri-campeão Citadino, surgiu um novo desafio: o primeiro Campeonato Gaúcho da história. Embalado pelos triunfos recentes, o Brasil encarou 16 horas de viagem em um navio a vapor – de Pelotas a Porto Alegre – para disputar a grande decisão com o Grêmio Foot Ball Portoalegrense. A partida foi realizada no dia 9 de novembro daquele ano, e com Frank; Nunes e Ari Xavier; Floriano, Pedro e Babá; Farias, Ignácio, Proença, Alberto e Alvariza; a equipe pelotense superou o favoritismo do clube da capital, e aplicou uma goleada de 5 a 1 em cima do Grêmio. Fazendo do Brasil o primeiro campeão gaúcho de todos os tempos.

Um dos registros mais genuínos desta grande conquista rubro-negra é a reportagem do jornal Correio do Povo, do dia 11 de novembro de 1919. O texto, muito charmoso e cheio de peculiaridades da época, começa assim: “Como era esperado, alcançou o mais franco sucesso o match jogado na tarde e ante-ontem no Ground do Moinhos de Vento, para a disputa do Campeonato Estadual. Concorreram a essa prova as equipes do Grêmio Sportivo Brasil, Campeão da Liga Pelotense e o Grêmio Foot Ball Portoalegrense, Campeão da Associação Portoalegrense de Desportos. Pela primeira vez foi disputado o Campeonato Estadual, sob os auspícios da Federação Riograndense de Desportos e o honroso titulo de Campeão coube a equipe do foot-ball pelotense”.

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A taça do Campeonato Gaúcho de 1919, o primeiro da história, é uma das mais importantes da galeria rubro-negra.

Na sequência o periódico da capital lamenta o fato de o Grêmio não ter levado a melhor no confronto, mas reconhece a superioridade do time do interior. “O foot-ball pelotense teve uma exellente representação, superior ainda ao que se esperava. Os onze jogadores do Grêmio Sportivo Brasil, não descuidaram um momento para vencer o seu adversario, fazendo todo o possivel para se sair honrosamente. A sua victória, não sofre a mínima contestação, representando ella o esforço da inteligência dos onze hábeis players. A sua actuação deixou a melhor impressão e os aplausos que receberam, durante o match, foram uma prova evidente de que souberam jogar com muita tactica e vencer como se deve. (…) É justo o júbilo dos pelotenses; é justa a victória do Grêmio Sportivo Brasil, e tanto mais digno de apreço, porque ela foi conquistada com players patricios, que aprenderam a jogar, e se fizeram fortes, excluisivamente nos grounds de Pelotas”. Destacou o jornalista, que encerrou a matéria falando dos aplausos recebidos pela equipe campeã ao final do jogo, e da atuação ‘calma’ e ‘homogênea’ do Brasil frente ao tricolor.

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Mesmo sem ter sido campeão, o Campeonato Brasileiro de 1920 rendeu ao Brasil um troféu de participação.

Para o retorno do grupo de jogadores a Pelotas foi preparada uma grande festa. Milhares de torcedores recepcionaram a delegação no cais porto. Houve queima de fogos e uma passeata até a Praça Coronel Pedro Osório, no centro da cidade, onde foram prestadas muitas homenagens aos grandes campeões. Mais tarde aquela conquista seria eternizada com a representação de uma estrela prateada sobre o escudo, que até hoje continua brilhando e fazendo lembrar que o Brasil é o primeiro campeão estadual da história, e que este título ninguém pode tirar do rubro-negro.

A conquista de 1919 ainda rendeu ao clube Xavante o convite para o primeiro Campeonato Brasileiro do país. Em 1920 a Confederação Brasileira de Desportos (CBD – atual CBF) organizou um torneio entre os campeões estaduais para observar possíveis integrantes da Seleção Brasileira, visando a disputa dos Jogos Olímpicos e do Campeonato Sul-Americano. A competição aconteceu no Rio de Janeiro, e, além do campeão gaúcho, contou com a participação do Fluminense (campeão carioca) e do Paulistano (campeão paulista), que ficou com o caneco.


 EXCURSÃO PELAS AMÉRICAS

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Equipe base: Suly, Tibirica, Seara, Odi, Oswaldo, Candiota, Gatinha, Negrito, Caisé, Joaquinzinho e João Borges.

Em 1956 o GE Brasil partiu em uma excursão pelas Américas do Sul e Central, disputando amistosos em nove países diferentes. Porém, o que impulsionou essa maratona internacional de jogos foi uma gloriosa aventura rubro-negra em solo estrangeiro, que ocorreu alguns anos antes. Em 1950 o Xavante foi convidado para enfrentar a seleção uruguaia, que estava se preparando para a Copa do Mundo daquele ano. Os uruguaios chamaram o GE Brasil para que ele fosse uma espécie de sparring do selecionado celeste. Mal sabiam eles o que o time da Baixada iria aprontar em pleno estádio Centenário.

Tudo aconteceu no dia 19 de março. A equipe rubro-negra chegou ao país vizinho de carro motor, e escalada com Tibirica, Seara, Tavares, Dario, Taboa, Mortosa, Manuel, Darcy, Galego e Lombardini; venceu o Uruguai por 2 a 1 (gols de Mortosa e Darcy). No retorno a Pelotas, a delegação rubro-negra foi recebida com uma grande festa. Em uma das maiores manifestação populares vistas na cidade, comparada, inclusive, com a passagem do Presidente Getúlio Vargas, que havia visitado a região algumas semanas antes. Para engrandecer ainda mais o triunfo Xavante, quatro meses depois aquela mesma seleção uruguaia se sagrou campeã mundial ao bater a seleção canarinho na decisão da Copa do Mundo de 1950, no famoso Maracanaço.

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Em Arequipa, na região sudoeste do Peru, o time rubro-negro aproveitou o vulcão Misti como paisagem de fundo.

Com o sucesso e a repercussão daquela vitória histórica, o GE Brasil passou a receber inúmeros convites para disputar amistosos em outros países, e em 1956 o clube iniciou uma excursão de mais de 100 dias pelas Américas. O time Xavante enfrentou grandes equipes do futebol sul e centro-americano, passou pelos mais diversos climas, encarou grandes altitudes, viagens cansativas e, por vezes, algumas comidas exóticas. No fim, o saldo foi extremamente positivo. Em 28 jogos disputados, foram 16 vitórias, 6 empates e 6 derrotas; 75 gols marcados e 50 sofridos.

A primeira partida da excursão foi realizada no dia 14 de julho, e o rubro-negro não se deu bem. Em Assunção, no Paraguai, o time pelotense perdeu para o Cerro Porteño, por 3 a 0. Entretanto, no dia seguinte, ainda na capital paraguaia, a equipe se recuperou ao vencer o Olímpia por 3 a 2. Aquela vitória acabou com uma imensa invencibilidade do Olímpia, que fazia 20 anos que não perdia para um clube estrangeiro e estava prestes a se tornar campeão nacional.

A segunda nação visitada foi a boliviana. Em Cochabamba, o Brasil venceu o Jorge Wilstermann, por 5 a 2. Na partida seguinte, a equipe do técnico Gastão Leal sofreu a única goleada na excursão pelas Américas, perdendo pelo placar de 8 a 2 para a Seleção de La Paz. Da Bolívia, o rubro-negro viajou até o Peru, onde disputou dois amistosos em Arequipa, vencendo o primeiro por 2 a 1, contra o Pierola; e empatando o segundo em 1 a 1, com o White Star. Já na cidade de Ica, o Brasil goleou o Octavio Espinoza por 6 a 2; na capital Lima, ficou em um 0 a 0 como Universitario; e em Chiclayo, a equipe Xavante acabou derrotada por 4 a 1, pelo José Pardo.

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Com um misto de saudade de orgulho, os rubro-negros compareceram em massa para recepcionar a chegada dos heróis.

A quarta parada do time gaúcho, depois que quase um mês na estrada, foi no Equador. Naquele país o time da Baixada venceu o Valdez por 3 a 1, e empatou com o Emelec em 2 a 2, na cidade de Guayaquil. Já na capital Quito, fez 3 a 0 no España. Com os resultados, o Xavante acabou saindo invicto do solo equatoriano, rumo à Colômbia, onde jogou outras três partidas. Um empate em 0 a 0 com a Seleção do Valle del Cauca, em Cáli; uma golada de 4 a 0 no América,  na mesma cidade; e uma derrota por 2 a 1, para o Nacional, em Medellín.

Após passar por Paraguai, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia, o rubro-negro seguiu para a América Central. O primeiro país visitado foi o Panamá, e na primeira passagem o time obteve 100% de aproveitamento. Goleada por 5 a 1 em cima do Martell; e vitória por 3 a 2 sobre o Fastlich, ambas as partidas foram realizadas na Cidade do Panamá. Ainda na América Central, mas na cidade de San José, na Costa Rica, o Xavante encarou só pedreiras. Perdeu por 3 a 1 para o Alajuella, e por 1 a 0 para o Saprissa. Em Honduras, o Brasil começou com vitória apertada de 4 a 3 sobre o Olimpia, em Tegucigalpa. E depois, em San Pedro Sula, empatou em 1 a 1 com o Hibueras. Já a passagem por El Salvador foi marcada por três vitórias em três partidas: 5 a 3 no Atlante, 3 a 0 no Olimpia e 4 a 3 no Atlético Marte. Da capital San Salvador, a equipe brasileira regressou para a capital panamenha, para mais dois amistosos. Um passeio sobre o Fastlich, aplicando 6 a 1; e um empate em 4 a 4 com a Seleção do Panamá, na partida que encerrou a passagem vermelha e preta pela América Central.

A essa altura o time da Baixada já havia percorrido milhares de quilômetros. Contudo, antes de voltar para casa, o Xavante ainda disputou outras duas partidas na Colômbia. Vencendo o Libertad, em Barranquilla, por 1 a 0; e massacrando o Magdalena por 5 a 0, em Santa Marta, na cidade que marcou o fim da excursão do Grêmio Esportivo Brasil pelas Américas, no dia 24 de outubro de 1956.


 MÁQUINA XAVANTE

Em 1985, o Brasil teve uma passagem brilhante pelo Campeonato Brasileiro. Eliminou grandes clubes do cenário nacional, como Ceará, Bahia, Ponte Preta e o todo poderoso Flamengo, e ficou em terceiro lugar na classificação geral. Naquele ano o rubro-negro talvez tenha atingido o maior ápice de sua história no futebol, ao realizar o que até hoje é a melhor campanha de um clube do interior gaúcho em Brasileirões.

“Nunca fomos tão longe numa competição em nível nacional e com tantos clubes de ponta do país. O trabalho da comissão técnica, iniciado em 83, com Luiz Felipe Scolari (Felipão) e com Mortoza, depois seguido por Valmir Louruz, foi o marco do grande sucesso. Nossos atletas vestiram a camiseta de paixão e se contagiaram com o a explosão do nosso torcedor”, disse Rogério Moreira, Presidente do GE Brasil em 1985.

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Brasil venceu o Flamengo de Zico no Brasileirão de 1985. Foto: Antônio Vargas / Agência RBS

Além do profissionalismo, a equipe Xavante tinha uma determinação fora do normal. Jogava com muita garra, uma característica marcante e sempre exigida de quem veste a camisa rubro-negra. Nas partidas da Baixada, uma grande massa pintada em vermelho e preto empurrava o time para vitórias memoráveis. A principal delas foi contra o Flamengo (assista o compacto acima), na partida onde o Brasil garantiu a classificação às semifinais, e o estádio Bento Freitas recebeu o maior público de sua história.

Depois de eliminar o time de Zagalo, Zico e companhia, a equipe perdeu para o Bangu na fase seguinte da competição. Mesmo assim, ficou entre as três maiores forças do país em 1985. Realizando uma campanha inesquecível, que é motivo de imenso orgulho para o clube pelotense.


 A NOITE QUE NÃO ACABOU

Em 15 de janeiro de 2009 foi escrito o capítulo mais triste da história do clube da Baixada. A equipe Xavante, que estava em plena preparação para o Campeonato Gaúcho, havia disputado um jogo-treino contra o Santa Cruz, no Vale do Sol. No retorno a Pelotas, por volta das 23h30, o ônibus que transportava a delegação do Brasil tombou em uma curva no quilômetro 150 da BR-392, próximo ao município de Canguçu. O veículo despencou de um barranco de quase 40 metros, causando uma grande e comovente tragédia para toda a nação rubro-negra, que acabou perdendo três guerreiros naquela noite.

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O motorista não venceu a curva, o ônibus caiu de um barranco de quase 40 metros e ainda ficou de ponta cabeça.

O preparador de goleiros Giovani Guimarães; o zagueiro prata da casa Régis Gouveia; e o ídolo uruguaio Cláudio Milar não resistiram ao acidente. Além disso, das 31 pessoas que estavam a bordo (entre jogadores, comissão técnica, dirigente e funcionários), quase todas ficaram feridas. Alguns atletas, inclusive, tiveram lesões tão sérias, que foram obrigados a abandonar a profissão.

No dia seguinte ao desastre, milhares de torcedores compareceram ao estádio Bento Freitas para prestar as últimas homenagens àqueles que morreram defendendo as cores do rubro-negro. O velório, realizado no gramado do estádio Bento Freitas, foi marcado por muita comoção e abatimento por parte dos familiares das vítimas, da torcida Xavante, das autoridades, enfim, de todos os que estavam vendo tudo aquilo, mas sem conseguir acreditar no que estava acontecendo.

Sem saber como agir diante daquele fato tão lastimável, de início a Direção Executiva do GE Brasil cogitou até a possibilidade de não disputar o Gauchão de 2009. Pois o clube estava passando por um momento muito difícil e não tinha mais estrutura para a competição. Levando em conta que boa parte do elenco, inclusive a comissão técnica, estava hospitalizada e não poderia entrar em campo.

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No estádio Bento Freitas há um mosaico para homenagear os três guerreiros que se foram naquele dia: Régis, Milar e Giovani.

Porém, depois de algumas reuniões e do adiamento da estreia rubro-negra, que estava programada para o dia 22 do próprio mês de janeiro, os dirigentes Xavantes chegaram à conclusão de que era preciso encarar o campeonato. Porque somente assim, com arrecadação de bilheteria e aporte de investidores, o Brasil teria como ressarcir todos os prejuízos do acidente e manter o clube com as portas abertas.

Claro que não foi nada fácil aquele Gauchão. Com um time montado às pressas e sem tempo para treinar, o Xavante precisou recuperar o tempo perdido no início da competição e disputou nada menos que oito partidas em apenas 15 dias. A única vitória aconteceu na última rodada, 1 a 0 sobre o Novo Hamburgo, mas a essa altura já não havia mais tempo para recuperação e o clube teve que amargar o rebaixamento para a Segunda Divisão do estadual.

Toda essa trajetória, que chocou o país do futebol, se transformou em livro pelas mãos do jornalista Eduardo Cecconi e do fotojornalista Nauro Jr. A obra recebeu o título de ‘A noite que não acabou’, e foi a mais vendida na feira literária de Pelotas, em novembro de 2009.