O que se viu no estádio Bento Freitas, na tarde deste domingo (13), foi quase uma coincidência histórica. O Brasil enfrentou o Novo Hamburgo, pela 6ª rodada, e empatou em 1 a 1. O que esse duelo de camisas vermelhas e aniladas proporcionou ao grande número de torcedores Xavantes presentes na arquibancada foi mais uma amostra de como o campeonato gaúcho é difícil – desde sempre.
Historicamente, o Novo Hamburgo – que um dia foi Floriano – é uma pedra no sapato. Muitas vitórias foram decididas no detalhe. É bem verdade que os Xavantes iniciaram a partida querendo desequilibrar o confronto. Com o brio que lhe é característico, o Brasil foi para cima logo nos primeiros sessenta segundos. O meia Marllon, que azucrinou a defesa adversária com os seus cruzamentos, acertou logo o primeiro, que encontrou o zagueiro Rafael Castro. Brasil um, Novo Hamburgo zero.
Pouco mais de trinta minutos depois, o Brasil ainda sacudiu a arquibancada e desafiou as estatísticas históricas com uma bola no travessão. O cruzamento novamente partiu dos pés de Marllon, que encontrou a testa de Helerson. No entanto, sem o segundo gol rubro-negro, a partida continuou aberta, insinuante e perigosa, disposta a respeitar e a restabelecer o equilíbrio que teve início na década de 1930.
Infelizmente, não demorou muito para a paridade do embate regressar ao campo de jogo. Em rápida escapada de contra-ataque, nos últimos instantes da primeira etapa, Michel Renner entregou a bola nos pés de Alexandre Alemão, que driblou e emendou um chute no ângulo, sem chances para o arqueiro Marcelo. Brasil um, Novo Hamburgo um.
Na volta após o intervalo, a partida foi ainda mais exposta para ambas as equipes. Empurrado pela torcida Xavante, o nosso time buscou furar a defesa do Novo Hamburgo através dos dribles de Luizinho e dos cruzamentos de Marllon. Mesmo ciente dos riscos, o Brasil não abdicou de atacar o adversário, sempre em busca de uma vitória que colocaria o clube da Baixada no G-4 do Gauchão 2022.
No entanto, apesar do brio e da insistência rubro-negra, o empate se manteve até o fim da partida. Na tabela de classificação do campeonato gaúcho, o Brasil foi a nove pontos, na sexta posição. Já para as anotações dos pesquisadores de futebol, o 1 a 1 foi mais uma linha de uma história de equilíbrio entre Brasil e Novo Hamburgo.
O próximo compromisso do time da Baixada será em Porto Alegre, nesta quarta (16), às 21h30, no estádio Beira-Rio. É mais uma oportunidade para a torcida do Brasil fazer o que sabe de melhor. Quem vem junto com a gente?